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Mesmo com campanha milionária, irmão prefeito e apoio da máquina pública, campanha de Rodrigo da Cozivip não decola e apoiadores já admitem derrot
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A candidatura de Rodrigo da Cozivip (MDB) a deputado estadual chega à reta decisiva diante de uma pergunta que nenhuma fotografia com liderança política consegue responder: toda a articulação construída em torno de seu nome será convertida em votos?
Rodrigo disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa tendo ao seu lado um ativo político importante em São Mateus: é irmão do prefeito Marcus Batista, que participa publicamente de sua mobilização eleitoral. Eventos realizados na cidade já colocaram os dois juntos, inclusive em atos de campanha.
Essa proximidade, entretanto, também aumenta a cobrança. Quanto maior a estrutura política e o número de lideranças reunidas em torno de uma candidatura, maior tende a ser a expectativa por resultados concretos nas urnas.
Rodrigo já conhece essa pressão. Em 2022, quando concorreu a deputado estadual pelo PSD, recebeu 10.971 votos e não conseguiu uma das 30 cadeiras da Assembleia Legislativa. Agora, filiado ao MDB, tenta ampliar sua votação e principalmente transformar sua força em São Mateus em presença eleitoral suficiente no restante do Espírito Santo.
A estratégia de 2026 mostra justamente essa tentativa. O candidato tem realizado agendas e buscado aproximação com lideranças de municípios do Norte capixaba. A questão decisiva é saber até que ponto esses apoios políticos representam transferência efetiva de votos.
Há também um dado que impede análises precipitadas sobre uma suposta derrocada. Pesquisa do Instituto Perfil divulgada em agosto apontou Rodrigo com 9,5% das intenções de voto em São Mateus, ante 6,29% em levantamento anterior. Ou seja: naquele momento, os números disponíveis indicavam crescimento, embora uma pesquisa municipal não seja suficiente para determinar o desempenho de uma eleição para deputado estadual, cuja disputa ocorre em todo o Espírito Santo.
Por isso, críticas à candidatura precisam mirar o ponto correto: não basta reunir lideranças, promover grandes encontros, aparecer ao lado do prefeito ou demonstrar capacidade de mobilização. Para chegar à Assembleia, Rodrigo terá de mostrar que sua candidatura ultrapassou as fronteiras do grupo político familiar e conquistou eleitorado próprio em escala estadual.
Também merece atenção a relação entre campanha eleitoral e administração municipal. Por ser irmão do prefeito, qualquer participação de agentes públicos ou utilização de estruturas institucionais durante o período eleitoral deve ser acompanhada com transparência e rigor. Isso não significa afirmar que houve uso irregular da máquina pública — acusação que exige provas e eventual apuração dos órgãos competentes —, mas significa reconhecer que a proximidade familiar e política naturalmente aumenta o dever de transparência.
No fim, a urna será o teste mais objetivo. Rodrigo da Cozivip dispõe de articulação política, presença pública e do apoio declarado de um prefeito que é seu irmão. O desafio é provar que esse conjunto se traduz em votos suficientes para conquistar uma cadeira que escapou em 2022.
Até lá, tanto o discurso de vitória antecipada quanto o de derrota consumada precisam ser tratados como aquilo que são quando não acompanhados de pesquisas recentes ou resultados eleitorais: narrativa política, e não fato comprovado.


























































